Escucho el silencio del tiempo que pasa _ escuto agora o silêncio, me quedo con él y en él, entro en las letras y en los números _ atravesso letras e números, embalo e calo _ las callo y los cuento, busco el prodígio de la relación constante _ afloro o prodígio da relação constante, a assombrosa claridade do silêncio, o encontro transparente da verdade _ el asombro cintilante de la vida ____ SOY pi & phi _

30/3/09


















Minha juventude nasce nas cúmes brancas de pedra das mas altas montanhas,

com o sol que as ilumina e as transfigura no que vemos,

nasce através dos braços abertos e secos das árvores mortas de pé,

na erva verde regada pelo água fria dos mananciais,

no vôo desses pássaros que não buscam mais céu que o seu,

no cumprimento matinal e alegre da gente que cruza sem pressa a aldeia,

que leva estrume na cabeça para criar um campo novo a cada primaveira,

nasce na ponte que une os caminhos sobre o río que vai passando,

no moinho que na margem observa como flui o tempo e a água,

nas nuvens brancas que refletem a esperança de uma boa colleita,

nos espigueiros que almacenam, além do grao, uma vontade inesgotável,

no reconhecimento do trabalho de empedrar um atalho de vozes,

nasce na sensação de nadar nú numa fonte de amores,

na vista do vale que se perde imenso desplegándose sobre a terra,

no isolamento do que o tempo me deu,

no esquecemento da idade dos anos que vivim.




Minha juventude nasce ali,
virgem e inocente
e ali morre,
porque o faz aqui também,
entre as palavras que não lhe dão a vida.







(Ilustración de Alberto Vázquez)







1 comentario:

~pi dijo...

a coisa mais

fascinante

da im

possibilidade

é

que não existe

senão

pro

visoria

Mente




~

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