Escucho el silencio del tiempo que pasa _ escuto agora o silêncio, me quedo con él y en él, entro en las letras y en los números _ atravesso letras e números, embalo e calo _ las callo y los cuento, busco el prodígio de la relación constante _ afloro o prodígio da relação constante, a assombrosa claridade do silêncio, o encontro transparente da verdade _ el asombro cintilante de la vida ____ SOY pi & phi _

28/3/10






~


quaresmas










soube mais tarde que haveria de me ter chamado maria das dores
] de facto agora pouco importam os ecos - do nome dum dia

soube mais tarde que no fundo as mãos mais sangrentas
não existiam [ eram uma réplica pura da minha própria ausência

aprés ça j`ai lu ][ ce sont la vigilance minutieuse et l`attention
que nous permettent de changer nos comportements







[ foto de rui moutinho



20/3/10





~






cortina )













era como nunca nada saber

a cada ausência correspondendo

um decreto-lei de


inexistência


traça mental do abismo ao abandono

recto mapa cego de

adormecer e acordar como se nada








19/3/10






~




re fract ação










que o tempo se abre in-esperando comboios



na h-era da janela
en-redado de linhas



][ agudamente despachando tardes



o tempo assinalado flor-em-arco
memória difuminada










13/3/10




~






também as pessoas sérias












também as pessoas sérias

se cruzam às vezes na sombra da tarde:

quando não podem fugir

indagam cuidadosamente a curvatura dos líquidos

recordando

estridências de ninhos muros exílios

tangerinas flores de orvalho

[ que também elas se lembram filhas do bosque e

mais por dentro

veados:

religam por isso os ecos da língua à noite

salivando como gotas alongadas

numa estranha e póstuma fidelidade:

assim se espalham no canto do ar

nas águas que cegam nas cores que se

afagam.



[ as pessoas sérias


filtradas ao medo à ponte ao segundo

assim de repente inviáveis

num súbito contrair galopado

arrastam consigo penas

interrogam

circulares:

:mis





teriosas


se inclinam

a murmurar traduções

no crivo da tarde








12/3/10

























Não posso amar-te assim, amor, como eu te amo,
com esta incerteza de mim no meio da absoluta convicção.



Eu tenho que amar-te melhor,
amar-te com convicção de mim no meio da absoluta incerteza.




Ainda sabendo da relatividade do melhor.









E = mc²
Eu = mim comigo e os 2.







11/3/10









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frutados








vamo-nos vestindo de palavras
manhã a manhã há um corpo que as sorve - antipedra moinho tornado

somos de tarde a luz que não há [ a falsa a verdadeira claridade

ao cair da noite - sempre sem pecado
usamos o cerco do quintal para brincar [ e dormimos subindo

numa fidelidade tenra ao princípio irrevogável do silêncio
fio a fio mão na mão [ branca cintura de via láctea












.

4/3/10

















Mete tus manos en esta agua,
moja con ella tus dedos
y sentirás que los míos,
salen del agua a los tuyos,
para acariciarte el alma en ellos.


Ayer te escribí este poema en el agua
y lo dejé al lado de una sirena de piedra
que también quería nadar.


Le pedí que lo llevase hasta tus dedos
y que te dijese que era para ti.

Moja tus dedos en el agua, amor,
que soy yo el que vive en tus manos.







1/3/10






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a centopeia era feliz, completamente,
até que de brincadeira, um sapo disse,
´ ouve, qual é a perna que moves primeiro?`
isto tanto lhe trabalhou na mente,
que se ficou distraída num sulco,
pensando em como correr












[ in o budismo zen de alan w watts







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