Escucho el silencio del tiempo que pasa _ escuto agora o silêncio, me quedo con él y en él, entro en las letras y en los números _ atravesso letras e números, embalo e calo _ las callo y los cuento, busco el prodígio de la relación constante _ afloro o prodígio da relação constante, a assombrosa claridade do silêncio, o encontro transparente da verdade _ el asombro cintilante de la vida ____ SOY pi & phi _

30/6/09










~





















*








.

28/6/09










~ p á s s a r o


~ p á s s a r


~ p á s s a


~ p á s s


~ p á s

~ p á


~ p


~






A partires do primeiro traço no qual o signo da palavra quer criar um pássaro nomeándo-ó pássaro, o pássaro deixa de ser, in-existe, desiste de si e não vem.

O pássaro é sem que o nomeiem, sem a necessidade de nomeá-lo e não está aqui, porque voa fora da escrita, dentro de si, fora de nós, mesmo que às vezes nos, achemos que deixanos emgaiola-lo e levá-lo numa palavra para nossa própria necessidade.














27/6/09











Vejo uma hortênsia blanca,
blanca no sol da manhã,
e vejo teus peitos que são flores
que na manhã me dão o sol.














Vejo uma folha da hera
com sua forma púbica e curvada
e vejo teu púbis em tuas pernas,
que quero trepar como uma hera.















Vejo o copo de cerveja,
âmbar, sinuoso e espumado,
e vejo teu corpo inteiro,
que me apanha, recorro e me cresce.














Vejo o que vejo e o que não
e sinto-te no que vejo sem remédio,
naquilo que só alcança minha vista
e nas coisas que vê minha cegueira.










24/6/09























Temos a mesma agoniada vontade

por sentir a mesma ausência de ser a carne

à qual nosso sentir reclama.




Um na ausência a bebe,
o outro espera a chuva,
mas nada disso muda nada,
tanto tem como se aguarde o retorno do corpo,
atado a uma cama ou no saguão da porta,
se ao fim volta a um, a dois, a um.



















23/6/09






~


[ ísmica









[[ face à inquietação nocturna de existir





foto-grafo-o-nariz e treino-o-riso




ob se s siva mente ][






















En tu seno,

antes del uso de la razón,
está el limbo adonde va mi alma
y en ella voy yo a él.


Yo no quiero el perdón de Dios,
no quiero verlo,
ni conocerlo,
ni esto es la antesala del infierno de Dante.


El limbo ha sido abolido,
pero yo me quedo en él,
anonadado,

porque sé que en él está
la entrada a tu paraíso.















22/6/09



















Por sentirme en ti y a ti conmigo,

sin estar yo en ti ni estar tú aquí,

siento la verdad en lo que digo

y siento que al decírmelo mentí.




Te siento a cada hora que te vivo,

a cada hora que me falta por vivir,

y siento que sentirte es un castigo,

por no saber sentir lo que he sentido

y por haberte querido sin sentir.















21/6/09




































Esta noite,
no céu preto azulado,

vi brilhar montes de estrelas brancas.



Imaginei que essas luzes

eram as mesmas que tu vias,

mas não é verdade.


Nunca vi as estrelas contigo

e agora que reparo nelas,

tu já não estás vendo o céu.



E minha estúpida pena ocupa todo o firmamento
,
cheia toda tua ausência em mim esta noite de céu preto azulado
e volta a deixar-me sem estrelas
.











20/6/09
















Poetas e profetas,
na hora verdadeira,
podem ir-se todos à merda.






Nem uns nem outros nos salvarão de nada.





É melhor uma mão,
um pé,
um olho,
uma boca...





Qualquer coisa antes que a fé em discursos e palavras,
qualquer coisa antes que acreditar neste poema,
antes que eu e o amor.







19/6/09


















17/6/09




~















[ in the upper room









.

13/6/09












Gastei teu amor por mim com minhas palavras,
mas o meu por ti não.

E agora tenho meu amor e minhas palavras,
e nem um nem outras me servem de nada.



























Yo amo tu cuerpo desnudo,

sus cicatrices, su sombra,

el nombre que lo nombra,

yo lo amo y te lo juro.



Amo todos sus rincones,

las curvas de sus caminos,

sus matemáticas relaciones,

sus limites y sus destinos.



Yo amo tu cuerpo perdido,

el que tuve y ya no tengo,

al que voy aunque se ha ido,

en el que soy cuando vengo.



Yo amo tu cuerpo entero

y al amarlo a él te amo a ti,

yo en todo tu cuerpo viví

y por no vivir en él muero.



Tu esperas ya a otro hombre

que sientes que ya no soy yo,

yo me desespero en tu nombre,

porque el mío ya te perdió.



Hoy escribo lo perdido,

lo presente, lo verdadero,

el amor que no se ha ido,

el amor que no he sabido

amar en tu cuerpo entero.











12/6/09









Trilogía de

A MAR – TE

M

A

R

T

E




A uma mulher planáltica e transmontana,

que é luz ainda.”





Prefiro um só eco do teu silêncio
que milhões das minhas palavras,
prefiro calar-me a não te escutar.


Prefiro que me feches a boca,
que me agarres as mãos,
dizer-te assim do que não escrevo
e que tu me contes calando.


I

A -


    II

    - MAR


III

- TE




I


A -

A - onde há de ir um homem
encontrar provas de amor
para saber que o amor está nele?

Está em mim o que tenho para dar,
é só em mim que hei de procurar
e é em ti que está a prova do que em mim há.

Irei até onde estás para mim,

irei até mim para chegar a ti,
hei de encontrar a prova que o que escrevo
é o amor e és tu.





II


    - MAR -

    Foi toda a terra – MAR - um dia,
    mas o mar se recolheu,
    negou seu poder imenso
    e cedeu à terra seu lugar para nascer.


E assim viemos ao mundo tu e eu.


Tu no meio de fósseis secos ,
buscando a água nos poços,
sentindo o vento nas costas,
o eco dos sinos,
plantada na terra como uma árvore.

Eu sem mais raiz que a tua,
com a vaga lembrança de levar-te no meu ventre
revivido pela tua fé uterina,
pelo teu profundo Ser no lugar
que ofertei ao ar para que nascesses.


E hoje sou cada vez mais a tua terra,
cada vez mais o vento em tuas costas,
cada vez mais uma borboleta que foge da água
para transformar-se em botão de flor



e depois em verme

e ao fim em embrião da terra
que um dia levei no meu ventre
e que és tu.







III


- TE


- TE de terra,

de telúrico,

te de ti.



A ti vai tudo o que flui no líquido,
seja água, ar ou amor.

A ti vai todo o escrito,
todo o sentido nesta prova de amor
que sai de mim e és tu.



A-mar-te é o final das palavras,
o final dos verbos,
é a carne da terra.

AMAR - TE nesta trilogia
de ser, de ir e de chegar.












9/6/09


















Me duele la boca de no besarte,

de no encontrarme en tus besos,

me duelen mis agrios regresos

y lo que siento al abandonarte.




Me duele el dolor que tengo

por no saber como quedarme,

sabiendo que voy cuando vengo,

sabiendo que vengo al marcharme.




Me duele esta gran confusión,

esta cruel y extraña porfía

y mientras busco una solución,

me duele la vida, alma mía.




Y entretanto el deseo de toc-ar-te,

me va nublando el razonamiento,

me duele la boca de no bes-ar-te,

me duele el aire de no res-pi-ir-ar-te

y entras en mí con cada aliento.











8/6/09







~





bene, ma quello che voglio ora è stato

scrivere cose

come

(Cose senza alcun contenuto nuovo, la melodia di puro azzardo,

così,

"elegia per bici e tre anime"

subliminale `un` detentore di vetro

`la permanenza di avvoltoi su pi`

qualcosa che non credo pensi che non è,

non si spostano circolare,

circa, a disagio

o

o no,

טוב, אבל מה היה עכשיו אנ

לכתוב דברים

כמו

(דברים, ללא כל תוכן שוב, מנגינה של מאה אחוז סיכוי

אז,

"קינה עבור אופני ושלושה נשמות"

subliminally `א` שומר זכוכית

`על קביעה של vultures מעל pi`

משהו שאינו חושב חושב שזה לא הוא,

לא זז עגול,

בערך, לא נוח

או ,



καλά, αλλά αυτό που θέλω τώρα ήταν

γράψτε stuff

όπως

(Τα πράγματα χωρίς περιεχόμενο και πάλι, η μελωδία του τυχαίο

έτσι,

"ελεγεία για ένα ποδήλατο και τρεις ψυχές"

subliminally », μια« εκτροφέας γυαλί

», η μονιμότητα των όρνια πάνω pi`

κάτι που δεν πιστεύω θεωρώ ότι δεν είναι,

δεν κινείται εγκύκλιος,

περίπου, uncomfortable

ή

ή μη,

добре, но това, което ми се иска сега е

пиша неща

както

(Нещата без съдържание отново мелодията на чистия шанс

така,

"елегия за колелото и трима души"

subliminally "А" животновъд стъкло

"на постоянството на лешояди над" ПИ "

нещо, което не мисля, мисля, че не е,

не се движат в кръгло,

наоколо, неприятно

или

или не,


ठीक है, लेकिन मैं अब क्या चाहते हैं

सामान लिखना

जैसे

किसी भी सामग्री को बिना (चीजें फिर से, शुद्ध मौका का माधुर्य

इसलिए,

एक बाइक और तीन आत्माओं "शोकगीत" के लिए

subliminally `एक` कीपर गिलास

`बगुलाभगत पर गिद्धों के स्थायित्व`

कि लगता है कि यह नहीं है कि यह कुछ नहीं है, लगता है

परिपत्र, हिल नहीं

के बारे में है, असुविधाजनक

या

है या नहीं,


bé, però el que vull ara és

escriure coses

ja que

(Les coses, sense cap contingut una vegada més, la melodia de pura casualitat

tan,

"elegia per a una bicicleta i tres ànimes"

subliminals una «posseïdor» de vidre

»La permanència dels voltors sobre pi»

una cosa que no crec que pensar no ho és,

circular no es mou,

aproximadament, incòmode

o

o no,






.










A realidade inexistente mentida nas palavras,
me tem enredado entre suas falsas verdades,
eu sei que não são certas as coisas renomadas,
que a vida não vive entre as suas maldades.

Mas aqui estou, dizendo esta mentira,
procurando o silêncio no ruído do grito,
sabendo que o mal vive em tudo o escrito
e que só calando escuta-se à vida.

Mas calarei, eu sei que calarei,
será algum dia meu silêncio todo ouvidos,
e chegará a realidade aos meus sentidos,
esquecendo todas as coisas que nomeei.









La realidad inexistente mentida en las palabras,
me tiene enredado entre sus falsas verdades,
yo sé que no son ciertas las cosas nombradas,
que la vida no vive entre estas maldades.

Pero aquí estoy, diciendo esta mentira,
buscando el silencio en el ruido del grito,
sabiendo que el mal vive en todo lo escrito
y que solo callando se escucha a la vida.

Pero callaré, yo sé que me callaré,
será algún día mi silencio todo oídos,
y llegará la realidad a mis sentidos,
olvidando todas las cosas que nombré.


















7/6/09

















Este poema (mesmo que não o seja),
o escrevo para o pé de José Francisco,
para o pé de um menino morto que se afasta.

Com ele ergome eu e projeto minha sombra,
para que seja sua a minha voz,
mesmo que não o seja.
























“As emoções, pulsiones, sentimentos são anteriores às palavras e não existem palavras para expressá-los, é preciso procurar o nome essencial das coisas, que está oculto sob o nome falso que lhes damos, tens que inventar uma gramática para encontrar esse nome verdadeiro das coisas “



ANTONIO LOBO ANTUNES



Vou cuspir em um poço,
a falar com ele,
a não colocar-lhe um nome.

Vou abrir os olhos na noite
para ver luzes ao outro lado do río,
antes que se apaguem agora mesmo que as digo.

Vou sentir que algo nas minhas costas não me sopra,
que não quero escrevê-lo.

Vou negar que as coisas essenciais tenham nome,
que seja necessário expressar o sentido além de si messmo
e nenhuma gramática falsa e estruturada fará sentido.

Vou fechar este poema, vou matá-lo e ignorá-lo.






6/6/09






















Suicidar una parte de uno mismo (hay a quien se le va la mano y se suicida todo) es la única vía para la construcción de un nuevo estado donde uno mismo no tenga que suicidarse, para la reconstrucción de un imperio sobre cuyas ruinas emergerá una nueva civilización autarquica, una nueva cultura en la que la lengua, la tierra, y los pájaros puedan tener sentido sin necesidad de explicación.

Ese es el renacimiento de nuestra polis en el medio de estructuras ya organizadas, aunque nunca lleguemos a ser auto suficientes.

Una vez la voluntad, el valor y los medios se confabulen por nuestra vocación y acción, conseguiremos el objetivo.

Entonces surgirá en nosotros la sensación de la virginidad, de la pureza, de la verdad, sensación que violaremos inmediatamente, porque somos un imperio en permanente ruina y renacimiento, buscando eternamente ser vírgenes en una vida tan prostituta como nosotros mismos.

El libro de la verdad.











5/6/09





~








eu às vezes quero ser o philip glass

ou o john surman ou até o cage

frequentemente quero estar fora de mim

certo, e quero escrever nada

nada s

com um título ao mesmo tempo singular e pomposo

que deixa os cerebrais a paradoxar nos seus botões

olha que merda mas quem é que esta gaja pensa que é!?

( eu às vezes quero ser música - música de ouvido

música de flauta que passe uma só vez,

sim, gostava de ter conhecido mais perto lobo antunes,

também é certo,

as suas gaivotas de letras sobrevoando rias

a convexidade do olhar no peixe dos sentidos

bem, mas o que mais gostaria agora mesmo era de

escrever coisas

como

( coisas sem conteúdo algum, repito, a melodia do mais puro
acaso

assim,

`elegia para uma bicicleta e três almas`

`subliminaridades duma guardadora de vidros`

`a permanência dos abutres sobrevoando pi`

algo assim que não pensando pensasse, que não sendo fosse,

que não circulando circulasse,

acercasse, incomodasse

ou então

ou então não,








.





















… e falar só




… e voar entre os espaços que teu peito aberto abre para navegar




… e esquecer o abandono, o teu e o meu




… e negar todas as palavras




… e fazer amor, que já está feito




… e flutuar no ar




… e evaporar-nos …

















Poesia Incompleta,

nunca grá-vida,

nunca justa,

nunca ter-mi-nada,

como uma nuvem sem perímetro cheia de ausência de mim.
















4/6/09


















Em que outro tempo terei vivido eu,
que nada me reconhece neste tempo,
que nem língua, nem terra, nem pássaros posso explicar-me?

Em que outro espaço ficou
a alma de todas as coisas minhas,
que tenho que ir a buscá-la a outros espaços
para reconhecer neles o que sinto?

Em que parte de mim habito,
que me sei eu mesmo fora de mim,
mas também me sei eu irremediavelmente?

Em onde está a razão da minha vida,
que cheia de razões que dar-me,
somente me dá a de viver?

Porque sinto ser um pastor,
que guarda os rebanhos que lhe emprestam
e nada quero de quem empresta seus rebanhos?

A que cravo ardendo agarro-me
para seguir ardendo como um cravo
ao que outros possam agarrar-se?

Agora mesmo sinto que morrerei
como se não tivesse vivido,
como se nada do feito transcendesse além de mim,
como se eu fora um homem inscrito em meu tempo,
em meu espaço,
em meu corpo,
em minha alma
e nada do que fizesse ou dissesse
pudesse convencer-me em caso contrário,
como se eu não tivesse existido nunca,
como se um nunca o fora tudo,
apesar de saberme tão vivo
como o estou quando escrevo este poema.






























Minhas palavras não servem para nada,
não são nem dança imóvel,
nem fios de luz,
não salvam as barreiras do caminho,
não são nem o que são.


Minhas palavras são tão ocas
como minhas veias e artérias,
correm por elas com meu sangue,
tão infectadas e infecciosas como ela,
igual de in / prescindíveis ou prescindíveis / in.


Minhas palavras não servem para nada
que não seja sentir o que sinto do outro lado,
mesmo que morram mais nada senti-lo,
mesmo que o senta até morrer ou até matá-las.


Minhas palavras só são para ser,
existem em mim mais que eu mesmo,
invadem este país absurdo
no qual não posso viver.


Minhas palavras,
estas,
outras,
todas,
tudas,
escritas ou não,
ditas,
caladas,
prometem-me o tempo da vida
e nem sequer me dão o que vivo.


Minhas palavras não servem para nada
e as saco de mim para tirá-las,
porque quero eu ocupar o lugar
que minhas palavras ocupam em mim.


Mas eu já não sei se minhas palavras são minhas,
se eu sou delas,
se elas sou eu,
ou se és tu quem escreve estes versos.










3/6/09























Amei-te tanto, amor, que o creim.

Amei-te fora do mundo,
longe do tempo de amar-te.

Fum o mar na montanha.

Amei-te ordeadamente e sem critério,
disse-lhe quero ao destino,
ganhei-lhe esse pulso.

Renunciei cuerdamente à cordura,
transformei-me em mulher para amar-te.

Amei-te tão perto como puidem,
tão dentro como chegava.

Nadei em nossa vida,
fum e voltei ao meu horizonte.

Amei-te tanto, amor, como o digo.

Amei-te ao dizê-lo,
quando só o pensava,
quando não podia pensar
e quando fum só alma.

Amei-te desde o sangue,
desde a ferida seca,
desde o teu amor amei-te,
meu amor.

Amou-te meu corpo mutilado,
minha paixão meia cega,
meu pecado original
e minha fé perdida no tempo.

Amei-te tanto, amor, como a ti mesma.

Subim ao teu lombo,
agarrei-me ao teu cabêlo,
beijei os teus beizos
e devolvim-te a vida que me deras.

Amei-te cego dos meus olhos,
limpo e feliz,
nú.


E agora,
agora,
nesta hora,
nesta hora do tempo,
quando o tempo retorna,
quando chove a água,
quando desliza minha alma,
quando não sinto que não te amo,
agora,
amor que es meu,
sigo achando que amei-te.









1/6/09












Tu existes em mim,
o que não existe em mim sou eu,
eu mal sou a sombra de mim.

E se algum brilho fugazes,
se alguma luz intermitente
palpita às vezes em minha sombra,
é porque tú existes em mim.

Mas tu mereces a claridade,
não um clarão entrecortado
que faça dano a teus olhos,
não a vocação das minhas palavras.






















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