Escucho el silencio del tiempo que pasa _ escuto agora o silêncio, me quedo con él y en él, entro en las letras y en los números _ atravesso letras e números, embalo e calo _ las callo y los cuento, busco el prodígio de la relación constante _ afloro o prodígio da relação constante, a assombrosa claridade do silêncio, o encontro transparente da verdade _ el asombro cintilante de la vida ____ SOY pi & phi _

7/6/09


















“As emoções, pulsiones, sentimentos são anteriores às palavras e não existem palavras para expressá-los, é preciso procurar o nome essencial das coisas, que está oculto sob o nome falso que lhes damos, tens que inventar uma gramática para encontrar esse nome verdadeiro das coisas “



ANTONIO LOBO ANTUNES



Vou cuspir em um poço,
a falar com ele,
a não colocar-lhe um nome.

Vou abrir os olhos na noite
para ver luzes ao outro lado do río,
antes que se apaguem agora mesmo que as digo.

Vou sentir que algo nas minhas costas não me sopra,
que não quero escrevê-lo.

Vou negar que as coisas essenciais tenham nome,
que seja necessário expressar o sentido além de si messmo
e nenhuma gramática falsa e estruturada fará sentido.

Vou fechar este poema, vou matá-lo e ignorá-lo.






1 comentario:

~pi dijo...

desde crianças somos persuadidos a aceitar códigos,

as palavras instalam-se, assim, na vida, inscrevem-se como representações exactas e, porém, não o são.

em toda a sua extensão não são mais que convenções.
[ mas pior do que isso, passam por único conhecimento

e forma de interpretação do real, e, mais gravemente ainda, da verdade!!

e sim, diz lobo antunes como dizem os tauistas e muitos outros, da gramática interior do silêncio, a da visão periférica,

a indizível, a que sendo, é.




~

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