Escucho el silencio del tiempo que pasa _ escuto agora o silêncio, me quedo con él y en él, entro en las letras y en los números _ atravesso letras e números, embalo e calo _ las callo y los cuento, busco el prodígio de la relación constante _ afloro o prodígio da relação constante, a assombrosa claridade do silêncio, o encontro transparente da verdade _ el asombro cintilante de la vida ____ SOY pi & phi _

4/6/09


















Em que outro tempo terei vivido eu,
que nada me reconhece neste tempo,
que nem língua, nem terra, nem pássaros posso explicar-me?

Em que outro espaço ficou
a alma de todas as coisas minhas,
que tenho que ir a buscá-la a outros espaços
para reconhecer neles o que sinto?

Em que parte de mim habito,
que me sei eu mesmo fora de mim,
mas também me sei eu irremediavelmente?

Em onde está a razão da minha vida,
que cheia de razões que dar-me,
somente me dá a de viver?

Porque sinto ser um pastor,
que guarda os rebanhos que lhe emprestam
e nada quero de quem empresta seus rebanhos?

A que cravo ardendo agarro-me
para seguir ardendo como um cravo
ao que outros possam agarrar-se?

Agora mesmo sinto que morrerei
como se não tivesse vivido,
como se nada do feito transcendesse além de mim,
como se eu fora um homem inscrito em meu tempo,
em meu espaço,
em meu corpo,
em minha alma
e nada do que fizesse ou dissesse
pudesse convencer-me em caso contrário,
como se eu não tivesse existido nunca,
como se um nunca o fora tudo,
apesar de saberme tão vivo
como o estou quando escrevo este poema.









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