Escucho el silencio del tiempo que pasa _ escuto agora o silêncio, me quedo con él y en él, entro en las letras y en los números _ atravesso letras e números, embalo e calo _ las callo y los cuento, busco el prodígio de la relación constante _ afloro o prodígio da relação constante, a assombrosa claridade do silêncio, o encontro transparente da verdade _ el asombro cintilante de la vida ____ SOY pi & phi _

31/3/09



















Sim,
escuto vozes,
vozes que me falam de falar com uma língua que não se fala,
vozes que me dizem que diga aquilo que não sei dizer,
vozes que chegam em mim desde mim mesmo,
que têm a ver com as coisas que têm a ver contigo,
isto é,
vozes que não se veem e que desejam ser vistas.



Sim,
escuto vozes que se veem com os dedos,
com a boca e com a capacidade de cheirar,
uma sinestesia determinada pela realidade oculta,
um paroxismo no qual perco o sentido e a ação
exaltando os sentidos que me acionam,
ressonância de ecos imortais, eternos.




Sim,
escuto vozes que após um intervalo lúcido,
deterioram o nível de consciência até o estupor,
até um coma induzido que o descarta como traumatismo
e que faz a sinapse mais eficiente.




Sim,
escuto vozes que me levam a voar,
que me evitam ser somente um homem
e me transformam em um arcanjo,
em um espírito bem-aventurado
que oscila na vida que eu,
não sei se vivo ou é somente
que escuto vozes que falam de mim.



De qualquer modo,
esta é a voz que dou,
por se alguém quer escutá-la.





1 comentario:

~pi dijo...

vozes que ecoam

a nossa voz

interceptada

( vozes que sobem

vozes que sabem,




~

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