Escucho el silencio del tiempo que pasa _ escuto agora o silêncio, me quedo con él y en él, entro en las letras y en los números _ atravesso letras e números, embalo e calo _ las callo y los cuento, busco el prodígio de la relación constante _ afloro o prodígio da relação constante, a assombrosa claridade do silêncio, o encontro transparente da verdade _ el asombro cintilante de la vida ____ SOY pi & phi _

5/3/09














O Douro é um río de vinho,
é un río de vinho,
que tem a foz em Liverpool e em Londres...


Con una copa de oporto
Milord contempla en la lluvia
indicios de un sol remoto.

Dos copas le van poniendo
en los ríos de la sangre
el suave calor del sueño.

Con tres copas se le entregan
mujeres de blanca piel
que inventa la chimenea.

Con cuatro copas el mundo
es un jardín entrevisto
con árboles de oro puro.

Aunque cinco copas beba,
lo que no sueña Milord
es la sed de quien vendimia
en Oporto bajo el sol.

O Douro é um río de vinho que tem a foz em Liverpool e em Londres




Com uma taça de oporto
Milord contempla na chuva
indícios de um sol remoto.

Duas taças lhe vão pondo
nos rios do sangue
o suave calor do sonho.

Com três taças se lhe entregam
mulheres de blanca pele
que inventa a chaminé.

Com quatro taças o mundo
é um jardim entrevisto
com árvores de ouro puro.

Mesmo que cinco taças beba,
o que não sonha Milord
é a sede de quem vindima
no Porto baixo o sol.

O Douro é um río de vinho que tem a foz em Liverpool e em Londres.



Antonio Pereira
Do seu poema "Oporto, Sir",
no seu libro "Cancionero de Sagres",
musicado e cantado por Amancio Prada.













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