Escucho el silencio del tiempo que pasa _ escuto agora o silêncio, me quedo con él y en él, entro en las letras y en los números _ atravesso letras e números, embalo e calo _ las callo y los cuento, busco el prodígio de la relación constante _ afloro o prodígio da relação constante, a assombrosa claridade do silêncio, o encontro transparente da verdade _ el asombro cintilante de la vida ____ SOY pi & phi _

8/4/09







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água e pedra e água e pedra e perda
( ? como descobrir que o vidago inteiro
se tinha
dissolvido pela calada

no fim da tarde
lugar-vaguíssimo-cruxificado
mudo tão quase como a

estação de almendra


onde

já nem os mortos se avantesmavam
nem as carruagens acidulavam
nem soluçavam
( arrastadas na agonia
líquida fenda de madrugadas

[água--pedra-de-música-ré

ai-pedra--água-de-aresta
olhos ainda a lembrar
murmurar ( ? quase rosnar
voz-letra-metalizada

? há tanto tempo ( ai-fantasmas

( putas-de-festas-de-linhos

lanhos gravados a cruzes
poços-memórias-de-nada

tão lapelas tão bonés ai tal de espada

( pouca-terra-terra-pouca-pouca-terra

quem despia ? quem se erguia se matava











.

4 comentarios:

Anónimo dijo...

há uma lua em cada coração

e há uma noite, anónima,

indizível, assombrada...

pront'habitar dijo...

sim deixaste lá, obrigado.
mas retirei o post em que eu falava disso porque o mesmo já não se justificava, se lá continuasse seria como estar a bater no ceguinho.
obrigado mais uma vez.

pront'habitar dijo...

Belíssimas estas imagens.
Fortes e belas as palavras.

pi&phi dijo...

Pascoa estúpida.

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