Escucho el silencio del tiempo que pasa _ escuto agora o silêncio, me quedo con él y en él, entro en las letras y en los números _ atravesso letras e números, embalo e calo _ las callo y los cuento, busco el prodígio de la relación constante _ afloro o prodígio da relação constante, a assombrosa claridade do silêncio, o encontro transparente da verdade _ el asombro cintilante de la vida ____ SOY pi & phi _

12/5/09






















No treze de Maio a virgem Maria desceu dos céus a Cova de Iria?






Amanhã não vou a Aljustrel,

não vou desobedecer a Deus,

não vou pensar nele,
não vou ser mais nada que um ser,

nada de cantor.





Amanhã não vou ir a Aljustrel,
não gosto de ver crianças mortas,
prefiro senti-los guardar os rebanhos,
brinc-ar às cinco pedrinhas,
pens-ar as suas sensações
e que sejam felizes assim,
sendo ser-es.




Amanhã,
re-negarei a ment-ira da fé,
o ven-to só falará do ven-to
e eu cumprir-ei com meu dever de não querer perceber,
com meu dever de sent-ir,
assim,
por fora,
como se eu fosse a natureza.





Amanhá, vou ter contigo









"In memoriam de crianças mortas, de poetas sózinhos, sem ambições"









3 comentarios:

pi&phi dijo...

Este poema tá cheio de referenças a Alberto Caeiro e o seu Guardador de Rebanhos.
Quando um nao posse chegar a ser como ele foi, só lhe quedam as referenças.
E ainda bem!

pi&phi dijo...

Ele foi quem diz:
"Ser poeta nao é umha ambiçao minha,
é a minha manheira de estar sozinho"

~pi dijo...

nunca aljustrel

flo riu


( res piraram

amargo-amor

camas-de-tojo

os

pastor

inhos






~

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