Escucho el silencio del tiempo que pasa _ escuto agora o silêncio, me quedo con él y en él, entro en las letras y en los números _ atravesso letras e números, embalo e calo _ las callo y los cuento, busco el prodígio de la relación constante _ afloro o prodígio da relação constante, a assombrosa claridade do silêncio, o encontro transparente da verdade _ el asombro cintilante de la vida ____ SOY pi & phi _

30/12/09






















Estou farto de medir o tempo dos caramelos de cores,

dos laços feitos de fitas espalhados pelo mundo inteiro,

de gerir a vida como se a vida fosse a minha empresa,

da mecânica dos fluidos que explica o voo dos pássaros inexplicáveis.







Estou farto de tudo o que não escolhi,

de tudo o que me foi dado sem eu o querer receber,

farto da devoção fingida da bondade dos homens e mulheres bondosos,

dos sofismas tópicos, dos eufemismos disfémicos,

das perífrases verbais onde a palavra não se faz carne.







Mais sei que tudo pode ir a pior (Porque já foi),

e não me vou render a vontade daquilo

que não pode ser superior a mim próprio,

não vou deixar de escrever nem de respirar,

embora isso seja o único que algum dia me possa ficar,

embora morra escrevendo ou afogado,

porque sou carne e sangue no que sinto

ate a ultima letra e o ultimo suspiro da minha vida.










1 comentario:

in_side dijo...

o tempo pouco existe para além do seu próprio

teatro

representado,

porque apesar de escasso,

,aparentemente escasso,

o tempo é nosso e sim, sabe a escolha,

,a sentido próprio

único-sentido

em-si consumado

,longe de ano e fado




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