Escucho el silencio del tiempo que pasa _ escuto agora o silêncio, me quedo con él y en él, entro en las letras y en los números _ atravesso letras e números, embalo e calo _ las callo y los cuento, busco el prodígio de la relación constante _ afloro o prodígio da relação constante, a assombrosa claridade do silêncio, o encontro transparente da verdade _ el asombro cintilante de la vida ____ SOY pi & phi _

18/1/10


















Tua voz soa na casa de correio dó meu telemóvel,
distante e cega a meus olhos,

carta sem letras.


Sei que quer falar comigo tua voz,
noto como ela me chama,

como se adentra em meu corpo

inscrevendo-se em minha alma,

que está cansada de tanto não escutarte
com meu corpo no teu.


Ecoa tão dulce tua voz,
tão puramente carnuda,

como [diospiro], manga, [tangerina], [romá]…

Soa tão carinhosa como as lágrimas que nos choramos,

firme como a vontade que tu pões
em viver
e tentar não morrer um pouco a cada dia,

que também é a viagem no qual eu,

agora,

me estou inventado a mim mesmo.


Mas tua voz soando na casa de correio,
não é nem serás tu,
porque apesar de tudo o que és nela,

é somente tua memória de ti em mim o que tua voz diz
e eu a escuto a estes dois da madrugada,

perguntando se estou desperto

ou se efetivamente os sonhos são reais.


E não tenho a ninguém que me responda,
exceto a mim mesmo,
exceto a tua voz onde não estás,

em onde habitas sem habitar e sem forma,

se não é para minha alma.


Alma que sempre desperta a tua voz,
à qual sempre tua voz ressuscita,

apesar da distância,
das horas,

dos telemoveis

e apesar inclusive deste poema

e de todas as palavras que o escrevem.










1 comentario:

in_side dijo...

há instantes em que a voz

é corpo alma

e o mundo inteiro

[ que é pequenino

quando o som tece rumores

correntes penas estrelas

habitações e flores





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