Escucho el silencio del tiempo que pasa _ escuto agora o silêncio, me quedo con él y en él, entro en las letras y en los números _ atravesso letras e números, embalo e calo _ las callo y los cuento, busco el prodígio de la relación constante _ afloro o prodígio da relação constante, a assombrosa claridade do silêncio, o encontro transparente da verdade _ el asombro cintilante de la vida ____ SOY pi & phi _

8/1/10


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havia um homem que amava tanto que não amava nada

o homem ainda nem tinha nascido

e já pensava que amar era dizer pa-lavras

e crer em tudo o que lhe diziam por essa via [

um dia

esgotou as palavras de fuga em linhas cruzadas

] por dentro da boca en-redaram-se lábios e língua

[ e embora por fora continuasse a usá-las e a odiá-las embora

teimosamente as atro-fiasse e obrigasse a

caber na sua forma opaca e cristalizada

] a vida vinha e vinha e o homem não aceitava nem via [

e entrava num pânico apalavrado de carril a en-tortar

levava o pão e levava a carne e a seguir

esfaqueava a mulher a direito como se fosse um

comboio des-norteado

como se o amor fosse uma questão alheia a si

agregação imaginária de amantes de perfeitas palavras

ou

por vezes refugiava-se numa obediência obrigada a

antigos papéis de com-posição familiar

[ um quadrado pequeno com muros de vidro - também cruzados

onde passava dias a calar

um quadrado contractor entorpecente inconsciente

mas sobretudo provocantemente fechado para fora de si mesmo e

duvidosamente in-tencionado
























.

2 comentarios:

lado de cá dijo...

ahha!

EL POETA QUE NUNCA EXISTIÓ dijo...

Ainda nao de tudo, ainda nao.

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