Escucho el silencio del tiempo que pasa _ escuto agora o silêncio, me quedo con él y en él, entro en las letras y en los números _ atravesso letras e números, embalo e calo _ las callo y los cuento, busco el prodígio de la relación constante _ afloro o prodígio da relação constante, a assombrosa claridade do silêncio, o encontro transparente da verdade _ el asombro cintilante de la vida ____ SOY pi & phi _

19/1/10



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falar da poesia musical dos olhos dos lugares alheios aos nossos

pesares


estender-se da islândia a londres] espreguiçadamente

antecipar o mel duma voz por nascer


[ de hampstead a roma por fim-possamos esquecer isso

agora e então

descansar na erva sentar-se embeber-se dum sorvo azul

escrever-a-passear no passeio largo de madeira

fechar os olhos sem ler e não dizer - sim, também creio john que


o poeta há-de ter sempre corpos estranhos e mesmo melros em si e

porém

não deve preenchê-los nem dar-lhes tanta voz

] antes de lado mastigar erva saber que pouco importa senão

ouvir as águas como as primeiras águas

a mão na mão era o romantismo john e podia não ser senão

a mão-na-mão assim a


amanhecer a sorrir a criar borboletas [ antes da viagem três

saltar cordas de tempo inscrições e nós e-nós?

chamar o único nome que aquece-ali um nome que cosa linhas

[ tão-inteira na seta do espelho a

crescer da boca em lírio a bordar o chão a não morrer nunca

] senão da tua morte depois e sim-sim havia que romper

e romper-sempre john romper-o-sempre esquecer todas as palavras e

a fome que te consumiram e apenas-tão-apenas-john dares-te de-cor










[ a john keats, sem mais nem menos








2 comentarios:

nósdaqui dijo...

se há corpos que reincarnam, há vozes que os revelam...

ladoum dijo...

Desincarnando as palavras agora, como alucinações.

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