Escucho el silencio del tiempo que pasa _ escuto agora o silêncio, me quedo con él y en él, entro en las letras y en los números _ atravesso letras e números, embalo e calo _ las callo y los cuento, busco el prodígio de la relación constante _ afloro o prodígio da relação constante, a assombrosa claridade do silêncio, o encontro transparente da verdade _ el asombro cintilante de la vida ____ SOY pi & phi _
27/1/15
25/1/15
a estrutura soletrava
soletrava e soluçava a estrutura oval metalizada
a rapariga caminhava perdida de Torres Vedras para trás
e todas as circunferências eram como algas
a periféricos golpes
estranguladas
havia alguma coisa de estátua e de Circe na longa alvorada
do cair da tarde da raiz-da-tarde-espiral-calada.
24/1/15
23/1/15
| Pablo Neruda | |
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22/1/15
21/1/15
El gigante de ojos azules
amaba a una mujer pequeña
que su sueño era una casita
pequeña, como para ella,
que tuviera en el frente un jardín,
un jardín con madreselvas.
El gigante de ojos azules
amaba esa mujer pequeña
que muy pronto ya se ha cansado
de tan desmesurada empresa
que no terminaba en jardines,
jardines con madreselvas.
Adiós, ojos azules, dijo,
y con gracia dio voltereta;
del brazo de un enano rico
entró en la casita pequeña
que tenía en el frente un jardín,
un jardín con madreselvas.
El gigante comprende ahora
que amores de tanta grandeza
no caben, ni siquiera muertos,
en esas casas de muñecas
que en el frente tienen jardines,
jardines con madreselvas.
20/1/15
sem vento
a que dedico o silêncio
da tua ausência
quando estás sorrindo
para além de mim.
Havias de prever para este corpo
uma derrota menos suave, estavas
falando de coisas
estranhas, a que horas
fechavam as lojas, qual a face
assomando à janela.
De súbito
um turbilhão de sons confusos
vinha tornar claro o teu rosto,
fomos,
eu perguntava se era urgente
o corpo.
Vinha o vento e finalmente
adormecias. Já não posso contar
de uma razão para te
esquecer. A paz
voltou a teu olhar, eu
fui no sonho que tiveste
teus olhos
refazem-se da maré que um dia
o vento trouxe aos teus dias.
16/1/15
12/1/15
11/1/15
2/1/15
En una noche escura,
con ansias en amores inflamada,
¡oh dichosa ventura!,
salí sin ser notada,
estando ya mi
A escuras y segura
por la secreta escala, disfrazada,
¡oh dichosa ventura!,
a escuras y en celada,
estando ya mi casa sosegada.
En la noche dichosa,
en secreto, que nadie me veía
ni yo miraba cosa,
sin otra luz y guía
sino la que en el corazón ardía.
Aquesta me guiaba
más cierto que la luz del mediodía,
adonde me esperaba
quien yo bien me sabía,
en parte donde nadie parecía.
SAN JUAN DE LA CRUZ |
¡Oh noche, que guiaste;
oh noche amable más que el alborada;
oh noche que juntaste
Amado con amada,
amada, con el Amado transformada!
En mi pecho florido,
que entero para él
allí quedó dormido,
y yo le regalaba
y el ventalle de cedros aire daba.
El aire del almena,
cuando yo sus cabellos esparcía,
con su mano serena
en mi cuello hería
y todos mis sentidos suspendía.
Quedéme y olvidéme,
el rostro recliné sobre el Amado;
cesó todo y dejéme,
dejando mi cuidado
entre las azucenas olvidado.
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3/11/14
1/11/14
De tus muertos vivos,
se alimenta la memoria de tu infancia,
cuando vivir era otra cosa,
cuando el significado del tiempo
se perdía en el propio tiempo,
que no pasaba,
era la vida.
De tus muertos vivos,
resucita la que eres,
la niña más pura,
la más leve y sometida a la tierra,
la que navega más alto,
la más ancestral, atávica y profunda.
Por eso tus muertos viven en ti,
porque son de la tierra y su aire,
porque son tuyos, solamente tuyos
y te darán la vida todo el tiempo,
en cada viento que mueva las hojas,
en cada árbol que las deje volar,
en los ojos de tu hijo, hoy.
27/4/11

El aire gira a tu alrededor,
como si yo fuera el aire
y tú el aire que giro.
Me falta el aire al no hablarte
y me escondo en las palabras,
en todos los poemas escritos que giran a tu alrededor,
eje tú de la poesía,
de los poetas centro tu centro,
la nada mas hermosa,
absoluta,
limpia,
inevitable
e inservible,
como el tiempo de callarte a ti y escribir lo que no digo.
31/10/10
não tenho princípios
( pelo que nunca
os sinto
ameaçados -
de facto corro como
cabra
ardo como acha
anel de saturno me
visto de fada
- sou toda a coisa
em que tropeço
quero quero e
quero
- nunca-desespero
estou sou e vou e ali
pouso o pé
e rio-rouco piso aliso
a superfície calada
do tronco ao teu rosto
o rio me sobe
tranquilo
( sou eu a voz da foz
a que te canta a
fio
15/9/10
Sim sobes as minhas mãos e por elas caminhas-me
e enredas-te no meu cabelo quando chegam a ele minhas mãos,
e penteias-me a vida que me cresce,
...e refugias-te em minha cabeça como a primeira verdade que tenho,
e entras em mim pelo que sinto,
e sem que o senta invades-me,
e desces pelo meu sangue até minha alma,
que vive no coração que a distribui,
blanca, virgem e intangível por todo meu corpo,
e conquistas sem luta cada verso que acho meu,
cada voz nova que descubro,
sem razão nem arrazoados,
e em todos os ecos avanças para que, fora de mim,
o mundo volte a sua fé na esperança,
e sales do que sou eu por todos lados,
e pela alma viajas no sangue ao que tenho quando meus dedos jogam com meu pêlo,
e ali te encontro,
e retornas assim a minhas mãos,
e sobes a mim e por elas caminhas-me,
se tudo isto, amor,
é que estás em mim como eu mesmo,
é que reconheces-me em cada respiração que procura minha vida,
é que estás aqui,
ali
e lá…
com a mesma segurança da morte,
que é algo inadiável que só cabe no final do vivo,
como vivo estou eu contigo em mim,
como vivo está este poema,
que inevitavelmente termina,
mesmo que tu não tens fim,
porque tu estarás, amor,
caminhándo-me, escrivindo-te e inscrevendo-te em mim,
sempre.
13/9/10
Cierro las puertas que se me abren,
cierro las ventanas que hay abiertas,
y aún por puertas y ventanas se me salen
mis verdades más grandes y más ciertas.
Por mucho que pueda encerrar
a mi pobre corazón cansado,
a tu cielo se vuelve él a escapar,
mi corazón, que quiere volar
y solo sabe aterrizar a tu lado.
(Las palabras nunca sabrán dar
nada de lo que tú me has dado).
5/7/10
~
dirigíveis
pelo que
amamos até à morte sem nunca tocar o amor -
adiamos os dias até que terminem se acaso encontramos amor
por inúmeras razões sem razão nenhuma centrifugamos o medo de ser
que nos em-balam envenenadas
26/6/10
~
pandemónio: seja tudo-ferro ( tudo-doce-ferro
registo e celebro
a cegueira improvisada: comumente diz-se que
um dos amores sempre excede o outro e eu digo que
quando amor não ama é celeiro e cela
só sendo exercício e alqueire em trevas pra
nunca dar mais do que receba:
que se a regra afixe no bico das pedras
de aves e cobras e outros objectos e depois se passe
do bico à boca à língua trapada
coaxando rezas em currais e serras onde se
murmurem a porta fechada sobre chãos de terra e logo
sussurrem: todos sobressalto
vaticínios rãs luarados sapos ecos de ágil vela remultiplicados
bruxuleie a chama madeiro cruzado
no fio deitado amor teça espera: o que fosse que era que
não era mais: só talhado leite de azeda verdade
seria de-certo: e seria dano e seria feto e seria parto
pois se ofereça amor nos linhos da casa: de todos os modos
que se jogue e caiam telhados e tectos: seja tudo ferro
! tudo seja fera tudo seja recto e tarde que tarde
que se trague e traia de olhos em brasa fumegando águas num
riso cretino de vómito recto: espuma de gelo delírio vermelho
nos dentes que rasguem a garganta aberta





